Foral da Vila

Alguns autores afirmam D. Afonso Henriques, o 1º rei de Portugal no ano de 1184 haver outorgado foral á povoação do Tojal na pessoa do capitão Almindo a morar na Quinta do Almindo visando tributar serviços prestados na ajuda do Infante D. Sancho ao cerco de Santarém. No entanto a 12 de Novembro de 1282 em Coimbra o rei lavrador, D. Diniz e sua mulher a Rainha Santa Isabel outorgaram foral a Pereira e entre as posturas formuladas elevam o lugar a vila e concelho.
 
A reforma manuelina e o seu espírito manifestou-se em Pereira a 1 de Dezembro de 1513 com a atribuição dum foral ao nível das principais “ cidades e vilas do Reyno “ e entre os muitos tributos determina-se pagamento de “ portagem em outo reys por carga mayor de azeyte, pêra, mel, queijos secos, manteiga salgada, pez, rezina, breu, alcatrão… pelles de coelho ou cordeyro ou de quoalquer pellaria e forros… e todas as mersearias e especiarias e boticários e tenturas… e dous reys de toda a fruita seca a saber castanhas e noizes, verdes e secas e dameixas passadas, amêndoas, pinhões para britar, avelans, bulletas… cebollas secas e alhos… não pagam portagem pam cozido, queijadas, biscoitos, farellos nem dovos, nem de leite… prata lavrada, vides, canas, carqueja, tojo, palha, vassouras, pedra, barro, lenha e erva…”.
 
O foral foi escrito em 13 folhas por Fernão Pinto, cronista-mor do Reino.
 
Em baixo apresenta-se a fotografia do frontispício do Foral que D. Manuel I concedeu à Vila de Pereira a 1 de Dezembro de 1513.